segunda-feira, 25 de julho de 2016

Matias
"Ainda que todas as nações lhe obedeçam, abandonando o culto dos antepassados, eu e meus filhos continuaremos a seguir a aliança dos nossos pais!" (I Mc 2).
Ouve-se constantemente pessoas que dizem: "se eu vivesse naquele tempo..." A verdade é que as exigências e desafios são sempre os mesmos: PERMANECER FIEL!
E aqui adentrando o tema específico da vocação é possível perceber, nos dias atuais, a dificuldade latente de se abraçar e viver, com fidelidade a proporia vocação.
São casais que se separam ou vivem juntos como se não estivessem (na indiferença um pelo outro); sacerdotes que deixam o ministério ou que vão vivendo de qualquer jeito, fazendo o povo sofrer; consagrados que abandonam os votos ou que permanecem levando uma vidinha mais ou menos...
Onde está a FIDELIDADE nos tempos modernos? Parece ser uma palavra esquecida, ou vazia de seu verdadeiro sentido, para muitos, e isso porque nas bases da vida falta ainda comptomisso verdadeiro. As pessoas vao vivendo "para ver se vai dar certo", porém quando se trata de vocação, simplesmente, não pode funcionar assim: "que sejas frio ou quente, se fores morno te vomito!" (Ap 3, 15-16).

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Jó: fidelidade na dor
Sua mulher disse-lhe: “Persistes ainda em tua integridade?” Amaldiçoa a Deus e morre! “Falas, respondeu-lhe ele, como uma insensata. Aceitamos a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade? (Jó 2)
Vocação é sem dúvida um caminho de felicidade, por isso causa tanto medo, pois optar ou não pela vocação é optar pela felicidade de toda uma vida, porém nem sempre entendemos a felicidade, como diz o Pe. Fábio de Melo em seu livro Tempo de esperas, “custa agente aprender, mas nem sempre a felicidade estará de braços dados com a alegria. A alegria sobrevive de motivos externos. Felicidade não. É mais profunda. Não depende das alegrias para que seja real. É possível ser feliz mesmo quando não estejamos alegres [...]. A realização humana raiz de toda felicidade, consiste em saber-se a pessoa certa no contexto das escolhas feitas. Encontrar conforto, ainda que a vida esteja pesada, porque sabemos que estamos onde, verdadeiramente, deveríamos estar”.
Eis o grande desafio... Você se sente a pessoa certa no contexto das escolhas que fez ou tem feito em sua vida? Como saber?
Quando a pessoa está, “verdadeiramente” onde deveria estar, a felicidade pulsa dentro, mesmo em meio a adversidade e até na dor, lá no fundo ela grita: “Sou feliz, estou no lugar certo, tudo passa”. Esta é atitude de Jó que repreende sua esposa em sua insensatez, que quer de Deus somente os bens. Tal atitude questiona também a vida de cada vocacionado: O que se tem buscado? É preciso almejar sempre o essencial, a vontade de Deus, pois e está, e somente ela, que pode preencher o coração e vida da verdadeira felicidade, esta que em meio à dor pulsa. Ou viveremos na insensatez de aceitar de Deus somente o que nos dá prazer?
Deus quer mais de ti. Quer que te abandones sem medo! Experimente, vale a pena! 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Havia um homem chamado Jó, integro, reto, que temia a Deus e fugia do mal.[...]. Um dia veio Satanás diante do Senhor. “De onde vens tu?” “Andei dando volta pelo mundo, disse Satanás, e passeando por ele [...]. É a troco de nada que Jó teme a Deus? Não cercastes como de uma muralha a sua pessoa [...] ? Estende a mão e toca tudo o que ele possui; juro-te que te amaldiçoará na tua face[...].
Jó então se levantou, rasgou o manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prosternado por terra, disse: “Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1). 
Deus chama e não se cansa de chamar a todo instante... a caminhada vocacional está sempre sujeita à tentação do maligno, que instiga a alma para que esta escolha ir contra a vontade de Deus, ou que desanime e até desista diante dos desafios da caminhada.
A alma que verdadeiramente ama a Deus não cederá às tentações, porque sabe “em quem colocou a sua confiança”. Os ditos populares apelam, com frequência, à paciência de Jó, pois este soube esperar em Deus mesmo diante das mais terríveis adversidades, mesmo quando perdeu tudo o que tinha, até seus sete filhos.
Voltar o olhar para este homem de fé, convida todo vocacionado a cultivar em si tal atitude de paciência e abandono em Deus, pois é certo que o responder afirmativamente à vontade de Deus é garantia de felicidade, mas igualmente certo é que neste caminhar haverá sempre desafios, que nem sempre, serão compreensíveis ao primeiro olhar. Faz-se necessário pedir sempre ao Senhor que conceda um coração prudente e uma alma agradecida por suas maravilhas, e que a cada instante se possa cantar: “Bendito seja o nome do Senhor!”


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mardoqueu: depois do rei o primeiro
Mardoqueu, era o primeiro, depois do rei Assuero. Ele gozava de grande consideração entre os judeus era amado pela multidão de seus irmãos. Procurava o bem de seu povo e falava a favor da felicidade de toda a sua nação (Et 10).
Qual foi o primeiro pecado? O querer ser como Deus... o homem que não reconheceu a tamanha dignidade de “ser imagem e semelhança de Deus”, quis mais e acabou perdendo o essencial! Deus, contudo, em sua fidelidade não se cansa de lembrar ao homem sua aliança, a ponto de entregar o seu próprio Filho, que ao se fazer homem, eleva toda a humanidade à alta dignidade de filhos de Deus!
Depois do rei o primeiro! Como filho de Deus todo batizado tem por vocação agir como Mardoqueu, buscando sempre a felicidade de seus irmãos e irmãs, reconhecendo a grande graça que o Senhor nos concede dia a dia de sermos seus filhos, de sermos, “depois do rei os primeiros”. “Que é o homem , Senhor para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho? Pouco abaixo de Deus os fizestes, coroando-o de glória e esplendor... (Sl 8), de fato, tamanha é a bondade do Senhor que assim nos fez, e nos recria todos os dias, mesmo em meio a tantas infidelidades!
Toda vocação surge no coração de Deus e por meio da oração floresce na vida do ser humano. Mardoqueu soube, em seu sofrimento de outrora, confiar no Senhor, rezou e intercedeu sempre pelo seu povo, por isso foi tão amado!
A vocação autêntica não é egoísta, não se preocupa somente com o próprio bem, em verdade ela torna a pessoa uma intercessora, porque todo aquele que experimenta do amor de Deus, de sua intimidade, deseja que todas as pessoas possam também experimentar, e por isso torna-se, a alma, intercessora. 
Mardoqueu intercedia pelo bem, e assim age todo aquele que se sente chamado ao amor, pois encontra na felicidade dos irmãos o motivo da própria felicidade. Mas tal atitude só se alcança por meio da prática da virtude, por meio da oração que vai tornando o coração sempre mais entregue e solícito pelas necessidades dos irmãos, e colocando nas mãos de Deus as próprias necessidades, para que Ele no tempo oportuno as considere!
Que tal experimentar se abandonar em Deus? Eis a felicidade verdadeira!