segunda-feira, 16 de maio de 2016


Mardoqueu
O Rei elevou em dignidade Amã [...]. Todos os servos do Rei dobravam o joelho diante dele [...], Mardoqueu não queria dobrar o joelho e, por isso, fora denunciado a Amã que se pôs em cólera. Mas teve pouco vingar-se só de Mardoqueu, e procurou um meio de exterminar sua nação (Et 3).
Por que Mardoqueu, tio de Ester, recusa-se a ajoelhar-se diante de Amã? A resposta é bem clara: Mardoqueu é judeu, parte do Povo, escolhido, que mesmo exilado crê no único Deus e sabe que somente diante d'Ele os joelhos humanos devem dobrar-se e as cabeças curvar-se.
Mardoqueu é perseverante... fiel mesmo quando ameaçado e perseguido. É constante em sua opção pelo Senhor. Todo vocacionado deveria pedir ao Senhor o espírito perseverante, fiel e constante de Mardoqueu, pois são inúmeras as situações que, dia a dia, põem em risco diversas vocações. E não raras são as pessoas que preferem curvar-se diante das insídias do mundo à "dar a vida" pela própria vocação. 
Eis pois a questão: Cristo não vale a tua vida? Foi Ele quem te concedeu a vida o que farás com ela longe de sua divina e maravilhosa vontade???
Conhecer a Cristo e optar por Ele em sua via de santidade é o melhor que cada pessoa pode fazer!

segunda-feira, 9 de maio de 2016


Ester
Ester foi levada junto ao Rei Assuero, a seu palácio. O rei amou-a [...], e ganhou ela as graças e o favor real mais que todas as demais jovens. tanto que o Rei colocou sobre sua cabeça o diadema real e a fez rainha em lugar de Vasti (Et 2).
Ester é uma jovem virgem, órfã, que foi criada por um tio que a amava muitíssimo e que a cuidou como se fosse sua filha e por ela velou mesmo depois que esta, por decreto de Assuero, foi levada ao palácio para o arem do Rei.
Algo importantíssimo, e que chama a atenção em Ester, é o fato de que ela conquistou as boas graças não só do Rei, a ponto de ser coroada rainha, mas dela se diz que "por onde passava conquistava as boas graças de todos que a viam" (Et 2,15). Ester possuía algo, que parece ser raro em nossos dias: CONVICÇÃO. Ester era quem era diante de Deus e diante dos homens, sua vida e jeito de ser, falam por si só.
Muitas vocações se perdem por falta de convicção. Os jovens vocacionados, por medo de assumir o chamado do Senhor- que é dom para todos- seja no seio da família, seja entre seus amigos, acaba não conseguindo dar uma resposta ao chamado.
A convicção é a virtude que nos leva a crer que, se Deus chama, Ele também dá a graça, é ela que faz a pessoa assumir a vocação como dom para si e para os demais e a vivê-la como caminho de felicidade único e irresistível, para a glória de Deus e salvação das almas.
Às vezes a pessoa pode não compreender o porquê do que Deus lhe pede, assim  como pode-se imaginar que Ester, a princípio não compreendia, isto porém não a fez um pessoa infeliz ou revoltada com Deus que permitiu que ela fosse tirada de sua família para satisfazer os prazeres do rei. ela ao contrário cofiou em Deus que de tudo tira um bem infinitamente maior.
Ainda que não compreendas os desígnios do Senhor, confia, Ele tem o melhor para ti!

segunda-feira, 2 de maio de 2016


O Rei Assuero e sua Rainha Vasti
Assuero deu um banquete para fazer manifestação de sua riqueza [...]. Estando o Rei com o coração alegre pelo vinho, ordenou aos eunucos que trouxessem à sua presença a Rainha Vasti , com o diadema real , para mostra a todos a sua beleza, ela porém recusou sujeitar-se à ordem do Rei [...] Assuero tendo consultado os sábios publicou um decreto que proibia Vasti de se apresentar novamente diante de dele, e que o título de Rainha seria conferido a outra que fosse mais digna (Et 1).
A narrativa do primeiro capítulo de Ester concede-nos dois pontos de reflexão o primeiro na atitude do Rei Assuero, ele orgulhoso de tudo aquilo que possui concede a todo o povo um banquete, no qual deseja mostrar sua riqueza, esta que o cega a ponto de considerar a própria Rainha como objeto, parte do seu tesouro, e de cuja beleza julga dispor como lhe apraz, porém, a rainha Vasti mostra o contrário com sua atitude e concede um segundo ponto à reflexão.
Vasti não aceita ser tratada como objeto, ainda que tal atitude lhe custe a realeza, ela tem consciência de sua dignidade de pessoa que riqueza alguma pode comprar. Perde a realeza humana, mas mantêm inabalada sua alta dignidade, ao contrário de Assuero que mesmo depois de tudo o que fez para dar vistas à sua riqueza, permanece no vazio, pois perdeu dois preciosos bens, sua dignidade, porque quem fere a dignidade do outro, fere também a si mesmo; e é também privado, por seus atos, da presença amorosa de Vasti e da contemplação de sua beleza.
Pode parecer que não mas as duas atitudes têm muito haver com o caminho de discernimento vocacional. quantas vezes as pessoas preferem o orgulho de mostrar suas "riquezas" (emprego, títulos, estudos, amigos, família, etc) à aceitar a grandiosa dignidade da vocação que o Senhor lhes concede???
Sabe-se de um outro jovem que preferiu o fulgor de suas riquezas à honra do seguimento de Cristo, e também a recompensa de sua resposta: a TRISTEZA (Mt 19, 16-22).
O Senhor, em sua bondade, concede a cada ser humano o grandioso dom de uma vocação que confere à pessoa chamada uma dignidade celeste à qual bem algum pode comprar. O que você escolherá?