sábado, 15 de dezembro de 2012

Novena de Natal

Já estamos entrando no 3º Domingo do Advento preparemo-nos pois, "Eis que uma Criança já se anuncia dentro de Maria o céu conosco está!" Para melhor preparmo-nos façamos a Novena de Natal, colocando-nos neste Mistério tão profundo, em que nosso Deus desce à terra na forma de uma criança por amor a nós! Entremos na gruta de Belém e meditemos este acontecimento que mudou o curso de nossa história!


1º Dia: ANUNCIAÇÃO
“Quando, porém, chegou a plenitude dos tempos, enviou, Deus, seu filho, nascido de uma mulher”.  (Gálatas 4,4)


Oração inicial: Canto


Quando chegou a plenitude dos tempos fixada pelos desígnios impenetráveis da Sabedoria Divina, o Filho de Deus se fez homem, assumiu a natureza humana e a reconciliou com o seu criador.

Cristo é a realização de todo o pensamento humano, e sua encarnação no seio de Maria traz para todos os seres humanos a semente do Verbo Divino. Ele não apareceu  na terra como uma visão figurativa: “Fez-se realmente homem como nós.

           De maneira nenhuma era necessário que o Filho de Deus se fizesse home, nem sequer para redimi-la, pois Deus, como afirma São Tomás de Aquino, restaura a natureza humana de muitas maneiras. A encarnação é a manifestação suprema do amor divino pelo homem e só na imensidão desse amor pode ser explicada!

         “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus...” (Lc 1,30).  É a resposta que o Anjo de Deus dá à Virgem Maria. O “sim” esperado pelo pai para enviar seu Filha à humanidade indigente de salvação foi pronunciado pela, então representante de todos os homens em todos os tempos. Era essa a vocação de Maria, foi essa a sua Missão. O Fiat de Maria foi o primeiro passo de consentimento explicito e livre no plano cristão da Redenção. Nele se encontraram o amor do Pai que quer salvar-nos e a ânsia da humanidade pelo Redentor. Maria respondeu ao Pai acolhendo o Filho por obra do Espírito Santo. Conceber é sempre acolher no mais intimo de si mesmo. Assim no seio fecundo e Virginal da fé e da pobreza de Maria, o Verbo de Deus encontrou acolhida aconchegante. Sua união com ela começou pelo espírito, ao saber, pelo “Eu” mais profundo de Maria todo penetrado no Espírito Santo.

“Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um Filho... (Lc 1,31). O grande Mistério da Encarnação realiza-se por obra do Espírito Santo. O Filho, que no céu vivera no seio do Pai, na terra encontra em Maria uma mãe digna d’Ele. Filha do Pai, Maria torna-se Mãe do Verbo encarnado, Esposa do Espírito Santo. Nos nove meses de gravidez, Maria é especialmente a Virgem da interioridade. Única dentre as criaturas, que viveu a experiência de trazer fisicamente Jesus em seu ventre. À sua imagem, toda a Igreja é chamada a ser “Seio que oferece Jesus ao mundo.

Reflexão: Neste Natal estamos dispostos a dizer nosso sim à Jesus Menino que quer nascer em nossos corações? 
(Pausa)

Oração final
Ó Maria, Virgem Santa, feliz sois vós! Fostes sempre toda de Deus, toda bela, toda pura e sem mancha. Só vós fostes, entre todas as almas, chamada pelo divino Esposo, a sua perfeita. Ah! Minha Rainha e minha Mãe, sois tão bela aos olhos de Deus, tende piedade de minha alma, tão deformada por seus pecados. Se no passado não pertenci ao teu divino Menino, agora quero ser d’Ele e toda d’Ele. Quero empregar o resto de minha vida só em amar o meu Redentor, que tanto me tem amado: ó minha esperança, obtende-me a força de lhe ser grato e fiel até a morte.” AMÉM.

(FONTE: Intimidade Divina, Falar com Deus e Novenas Irmãs Oblatas.)


2º DIA: PREPARAI OS CAMINHOS DO SENHOR

O Salvador está para chegar e ninguém percebe nada. O mundo continua, como de costume, na indiferença mais completa. Só Maria sabe da boa nova, bem como José, que foi avisado pelo anjo. O mundo está às escuras: Cristo está ainda no seio de Maria. E os Judeus continuam a falar sobre o Messias, sem suspeitar que está tão perto.Estamos no advento, em plena espera.É neste tempo litúrgico que a Igreja propõe à nossa meditação a figura de João,o Batista. Este é aquele de quem falou o profeta Isaias dizendo: preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas. João foi chamado profeta do Altíssimo porque a sua missão foi ir à frente do Senhor para preparar os seus caminhos, ensinando a ciência da salvação ao seu povo.


Que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento?...Um homem vestido de roupas delicadas?(Mt11, 7-8). Com estas palavras, Jesus começa o elogio do Seu precursor. Este não é um débil que flutua como a cana agitada ao vento, nem um <<burguês>> que goza de vida cômoda; é um homem forte, robusto na fé austero nos costumes, entregue totalmente a Deus. É um profeta e <<mais que um profeta>>(Mateus 11:9b); escolheu para sua morada o deserto onde, com  o desapego dos bens terrenos, com a oração e a penitência, se preparou para cumprir a sua missão:anunciar  ao mundo os Seus caminhos.
Qualquer forma de vida cristã exige, pelo menos em certa medida, o deserto, isto é, a penitência e a renúncia às comodidades. Por isso, o Advento, em que tanto sobressai a figura do Batista, constitui um forte apelo a este dever, apresentado como meio indispensável para preparar a vinda do Senhor.
Certamente que a penitência primordial é a interior, a conversão do coração; mas a sinceridade desta tem que manifestar-se também na penitência exterior.
           A espiritualidade do deserto não consiste somente na mortificação e na renúncia, mas também no recolhimento e no silêncio que dão ao homem capacidade para servir a Deus, para escutar as Suas palavras e contemplar os Seus mistérios. Profetas é aquele que ouve a palavra de Deus (Num24, 4) e, depois de a ouvir, a anuncia.
          Qualquer cristão tem a vocação profética porque é chamado a escutar interiormente a palavra de Deus e a encarná-la na sua vida, para depois a transmitir aos irmãos. Tudo isto supõe silêncio e recolhimento: calar às criaturas para ouvir a Deus e aprofundar na Sua palavra. Não pode haver escuta sem silêncio; quem fala não pode escutar nem as palavras dos homens, nem, muito menos, a voz de Deus que é por natureza, silenciosa e se faz ouvir no silêncio. O silêncio nos leva a reflexão interior, capacita-nos mais facilmente para escutar e compreender os outros e saber dizer, no seu devido tempo, uma palavra oportuna e iluminadora.
            A nossa grande alegria será termos aproximado de Jesus, como fez João Batista, sem perdermos de vista que é a graça de Deus, não nossas forças humanas, que consegue levar as almas ao senhor. e como ninguém dá o que não tem,torna mais urgente um esforço por crescer em vida interior, de forma que o amor superabundante de Deus possa extravasar do nosso coração e contagiar todos os que passam ao nosso lado.
                                                                                                                                             Reflexão pessoal:
 *João dava testemunho de Jesus, e eu, com a minha forma de falar com as pessoas, dou testemunho d’’Ele também?

 *João batista sabia sempre reconhecer que não era digno de desatar-lhe as suas sandálias. E, eu, reconheço que sou pequena e desejo que o outro cresça e que eu diminua? 

 *Como João batista, temos a responsabilidade de ser testemunha de cristo. E ser testemunha implica, antes de qualquer coisa, procurar comportar-se segundo a sua doutrina, lutar para que a nossa conduta recorde Jesus e evoque a sua figura amabilíssima. E eu sou amável quando falo com as pessoas? 
*João não se envergonhava de afirmar que, perante Jesus, ele não tem a menor importância. E, eu, sei  me humilhar diante das pessoas, ou me acho mais importante, e mais inteligente que os outros?
Oração final
Senhor, neste Advento, quero preparar o caminho para Ti. Quero, como São João Batista, preparar-Te uma estrada aplainada, a começar pelo caminho do meu coração. 
Ó São João Batista ensinai-me a prepara digna morada, em meu coração,  
para o Doce Menino que chegará!
AMÉM!



3º DIA: "E O VERBO SE FEZ CARNE!"



ORAÇÃO INICIAL: Ó Luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós...



LEITURA BÍBLICA: FILIPENSES 2,5-11



Estamos vivendo o tempo do Advento, tempo de espera, de preparação para o Natal do Senhor. O Santo Padre nos diz que o texto que ouvimos é “uma oração de louvor a Deus, Pai de Senhor Nosso Jesus Cristo, que nos introduz a viver o tempo do Advento, no contexto do Ano da Fé. O tema deste hino de louvor é o projeto de Deus para o homem, definido com termos plenos de alegria, de admiração e de gratidão, como um “desígnio de benevolência” (v.9), de misericórdia e de amor. O Apóstolo eleva a Deus este agradecimento porque olha para seu agir na história da salvação, culminado na encarnação, morte e ressurreição de Jesus, e contempla como o Pai celeste nos tenha “escolhido antes mesmo antes da criação do mundo, para sermos seus filhos adotivos, ...” (cfr Rm 8,14s.; Gal 4,4s).

Na noite luminosa do Natal celebra-se o mistério central da nossa fé: o Verbo eterno de Deus, “subsistindo na condição de Deus, não pretendeu reter para si ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo por solidariedade aos homens” (Fl 2,6-7).

O Verbo eterno, assume a natureza humana, ao encarnar-se no seio da Virgem Maria. Não pode haver maior paradoxo à razão humana do que dizer que o Deus experimentado e vivido pelo cristianismo não é somente o Deus transcendente, eterno e infinito, mas é também o Deus que se autocomunica, por Sua livre graça, na pequenez e na fragilidade de uma criança.

O Natal do Menino Jesus é a festa das festas porque nesse dia Deus revelou todo o Seu amor para com a humanidade, tornando-se criança pequenina, e porque no Filho encarnado encontramos um modelo para o nosso viver e o nosso agir. O “Filho amado” do Pai convoca a todas nós a respondermos amorosamente Àquele que tanto nos amou e a louvá-Lo com todas as criaturas. Então, sim, não será mais advento, mas NATAL.
E nós temos diante de nós esta cena magnífica. Pobreza a mais não poder. O Menino Jesus com um trono que é uma manjedoura, umas roupas que são uns panos simples; os cortesãos que são Maria e José, que não têm teto, um boi e um burro; o incenso certamente é uma névoa fria que entra e penetra na gruta. Palácio: uma gruta; teto, teias de aranhas. Há nove quilômetros dali estava um palácio onde havia ouro, onde havia superabundância, onde havia luxo, havia gozo de vida.
Celebrar o Natal no Ano da Fé é centrá-lo verdadeiramente na Pessoa de Jesus Cristo e purificar as motivações e modos de o viver tornando-o mais verdadeiro e mais rico de sentido.
No Natal celebramos o nascimento de Jesus Cristo “autor e consumador da fé”; n’Ele, celebramos o encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus; celebramos a Encarnação do Verbo, o primeiro e único acontecimento à escala do Universo capaz de fomentar a verdadeira globalização da humanidade com respeito pela autonomia e cultura dos povos e interessada pelo seu desenvolvimento e bem-estar.
Este dinamismo impagável rumo à comunhão universal iniciada por Cristo, mesmo que o possamos julgar lento, vai acontecendo progressivamente porque está alicerçado na lei do Amor e na economia da Graça que enriquece e compromete na promoção da pessoa e na transformação do mundo. Na verdade, os construtores deste mundo novo em que Ele, o Menino do presépio, será tudo em todos, são, com a força do Espírito, todos e cada um dos cristãos já espalhados pelo mundo e também aqueles homens e mulheres de boa vontade que têm consciência da sua dignidade, do valor transcendente da pessoa, do sentido da sua existência e creem que esta vida não é realidade “última”, mas “penúltima”, como afirmava João Paulo II.

 


                                                            ORAÇÃO CONCLUSIVA:  

Ó Virgem Santíssima, dai-nos a graça para que nosso coração, mais do que a gruta em Belém, mais do que a própria cidade de Belém, esteja preparado para receber o vosso Divino Filho. Que Ele nasça não só na gruta, mas também no fundo de nossos corações. Que Vós, ó Mãe, com São José, esteja presente em nossos corações, para que assim, possamos ter no mais intimo de nosso ser, a Vossa presença, a de São José, e sobretudo, o nascimento do Menino Jesus. Amém.




4° dia: Acreditar no amor
Na criação, Deus amou-nos de tal modo que nos fez à sua imagem e semelhança; mas, na redenção, amou-nos até ao extremo de Se fazer Ele mesmo semelhante a nós.
O Natal é festa do amor por excelência; do amor que se manifesta na amabilidade de um Menino, nosso Deus, que estende para nós os seus braços para nos fazer compreender que nos ama. Se a consideração da justiça infinita nos pode incutir maior fidelidade no serviço de Deus, quanto mais terá que mover-nos a consideração do Seu amor infinito! Para avançar no caminho dos mandamentos divinos, as nossas almas têm que abrir-se, convencidas da infinita caridade de Deus para conosco; precisamente por isso, queremos concentrar-nos na contemplação do mistério do Natal: ”E o Verbo fez-se carne e habitou no meio de nós. E nós vimos a glória d’Ele, glória que Lhe vem do Pai como a Filho único, cheio de graça e de verdade“ (JO 1,14).Em Belém, a glória do Verbo eterno, consubstancial ao Pai e, como Ele,Eterno, Onipotente, Onisciente, Criador do universo,encontra-se plenamente escondida numa criança que, desde o primeiro instante da sua vida terrena, não só compartilha todas as fraquezas humanas, mas também as experimenta em condições de suma pobreza e desprezo. ”Lembra-Te, ó Criador de todas as coisas que, um dia, nascendo do seio puríssimo da Virgem, assumiste um corpo semelhante ao nosso… Tu saíste do Seio do Pai,para vir salvar o mundo” (Liturgia das Horas).Sim;a oração fala comovedoramente ao coração de Deus e ao coração do crente; lembra a Deus as maravilhas realizadas pelo Seu amor para a salvação dos homens, e repete ao crente esta grande verdade;<<Deus é amor>>.Diante do presépio de Belém, devemos repetir incessante mente: ”Nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem”       ( I JO 4,16).
 Deus é amor! Que imenso tesouro encerram estas palavras; tesouro que Deus descobre e revela ás almas que sabem concentrar-se plenamente na contemplação do verbo encarnado! Enquanto não se compreender que Deus é amor infinito, bondade infinita que Se dá a todos os homens para lhes comunicar o Seu bem e sua Felicidade, a vida espiritual permanecerá ainda em capulho, não se terá ainda desenvolvido, nem será suficientemente profunda. Mas, quando a alma, iluminada pelo Espírito Santo, penetrar no mistério da caridade divina a sua vida espiritual chegará à Plenitude e alcançará a maturidade.
O melhor processo de compreensão clara do amor infinito do nosso Deus consistirá em aproximar-nos do presépio onde nos encontramos com Jesus feito carne por nosso amor. Jesus, o Verbo, a palavra do Pai, diz-nos a todos e a cada um de nós uma palavra profunda; Deus ama-te.
”As virtudes e os atributos divinos descobrem-se por meio dos mistérios do Homem-Deus”, ensina S. João da Cruz; e o primeiro a manifestar-se sempre é a caridade que constitui a própria essência divina. Da contemplação amorosa e silenciosa de Jesus nasce facilmente em nós um sentimento profundo e penetrante do Seu amor infinito; não acreditamos apenas, mas experimentamos, de certo modo, que Deus nos ama. Então, a vontade aceita plenamente os ensinamentos da fé, os aceita com amor, com todas as suas forças, e a alma entrega-se incondicionalmente a essa fé em ato de infinito amor. Deus é caridade; esta verdade fundamental na vida cristã penetrou profundamente na alma que a sente e vive porque quase que a apalpou, digamos assim, no seu Deus Encarnado. Quem acredita com esta determinação no Amor infinito, a ele se entregará sem medida, plenamente.




5° dia: Corresponder ao amor
Natividade (Pintura original: Casa Geral - Roma)
Canto natalino: Cristãos vinde todos
Texto bíblico: Filipenses 2,5-7
       Para assumir a natureza humana, o Verbo eterno ocultou a Sua divindade, a Sua majestade, o Seu poder e sabedoria infinita; fez-Se menino que não pode falar, que não pode mover-Se, dependendo em tudo e tudo esperando da Sua Mãe, criatura Sua.
Pausa
          O verdadeiro amor vence todos os obstáculos, aceita todas as condições e sacrifícios, contanto que se possa unir à pessoa que ama. Se quisermos unir-nos a Deus, teremos que percorrer um caminho semelhante àquele que o Verbo percorreu para Se unir à natureza humana: caminho de prodigioso aniquilamento, de humildade infinita. Diante de nós surge o caminho do “nada”, da abnegação total.
Pausa
       Perante o infinito rebaixamento do Verbo eterno que Se fez carne, não pode parecer-nos excessivamente áspera a exigência deste caminho.
Pausa
            Para corresponder ao Seu amor infinito e demonstrar-Lhe o nosso, temos que despojar-nos generosamente de tudo aquilo que possa adiar a nossa união com Ele: um despojamento que deverá começar pelo nosso amor próprio, orgulho, vaidade, por todas essas pretensões em querer afirmar os nossos direitos, os nossos pontos de honra. Que contraste entre estas exigências vãs do nosso eu e a comovedora humildade do Verbo Encarnado! Quem não se atreverá a pagar com amor a Quem tanto nos amou?

Oração 
Dulcíssimo Menino Jesus concede-nos a graça de saber corresponder ao teu imenso amor. Eu, tão pequena, jamais  conseguirei amar-te o suficiente, sem a Tua Graça. Virgem Santíssima, que soubeste amar a Jesus e corresponder à imesidão do amor que Ele nos dá, vem em nosso auxílio e ensina-nos a amá-Lo como somente Tu O amaste. AMÉM.


6° dia: O Verbo Encarnado presente na Eucaristia
Proposta: Adoração Eucarística

Doce festa a do nascimento do Salvador que, saudada sempre com alegria, revive pelo nosso amor e se prolonga pela Eucaristia. Nascendo sobre a palha do presépio, o Verbo preparava a sua Eucaristia. Em Belém Ele se fez Carne; No Sacramento da Eucaristia se faz Pão a fim de nos dar sua Carne. Façamos hoje como Maria e José, os primeiros adoradores do Verbo de Deus se fez Carne e habitou entre nós. Adoremos com todo o nosso coração a Jesus que presente na Eucaristia se faz pequeno por amor a nós!
Oração
"Verbo Encarnado, eleva minha fé até o Céu para que eu Te possa adorar como os anjos e os Santos; dilata minha esperança para além de todas as coisas para que eu possa confiar somente em Ti; transforma minha frágil caridade na do Teu coração divino, para que eu viva somente para Ti e para Tua glória. Amém"
(Ir. Alfonsa Clerici)   



7º DIA: OS QUE ESPERAVAM A REDENÇÃO DE ISRAEL

Na época do nascimento de Cristo existiam em Israel quatro partidos, de fundo político e religios: os Saduceus, os Fariseus, os Essênios, e o Zelotes. Todos esperavam uma mudança na sorte da nação, o advento de uma era de Salvação, mais ou menos, ligada á vinda do Messias. 
Ao lado desta quatro categorias mencionadas existia uma outra categoria de pessoas nem sempre registrada pelos históriadores, mas que é, porém a que mais incidiu sobre a história. São pessoas diferentes! Diferentes internamente, no espírito, são pessoas piedosas e tementes a Deus que esperavam a redenção de Israel (cf. Lc 2,25-38). São eles os protagonistas humildes dos evangelhos da infância: Zacarias e Isabel, Simeão e Ana, Maria e José, e atrás deles  a pequena multidão anônima que entra em contato com eles. Maria guia esse coro dos piedosos e humildes de coração. Eles esperavam a redenção vinda de Deus, por isso viviam nas situações ordinárias da vida, mas cultivavam a esperança e a humildade sustentados pela FÉ.
Assim hoje aprendemos com eles a colocar Deus em primeiro lugar. Todos aqueles que buscam a verdade, do fundo do coração, a redenção de Israel, se encontrarão, junto ao senhor, olhando na mesma direção à medida que avançam na meditação da Palavara de Deus.  Somente a Fé verdadeira nos poderá mostrar a Salvação de Israel, como a viram Simeão, Ana e tantos outros.

ORAÇÃO
Que a Virgem Maria, vértice luminosos dos Evangelhos da Ifância nos ajdude a estar no número daqueles simples e humildes de coração, que também hoje, esperam, em oração, a Redenção de Israel.
Amém!






8º Dia: “Jerusalém, despoja-te da tua tristeza!”
Texto Bíblico: Lc. 2,1-20
O grito que ressoou um dia entre os exilados em babilônia: Coragem! E o grito que ressoou, na noite de Natal, para os pastores: “Anuncio-vos uma grande alegria!”, ecoa, pois, agora e aqui para nós, no Espírito que suscitou e que o mantém vivo nos séculos.
         Não se trata apenas de alguns acenos dispersos de alegria, mas muito mais de um ímpeto de alegria calma e profunda que percorre os “evangelhos da infância”, do inicio ao fim e se exprime de mil modos: no afã de Maria ao visitar Isabel ou na alegria que são as visitas feitas ao Menino Jesus e nos presentes oferecidos a Ele.
         Estamos diante do mais puro e sóbrio exemplo de “embriaguez” do Espírito. A deles é a verdadeira embriaguez espiritual, mas é “sóbria”. Não se exalta, não se preocupa em ter lugar mais ou menos importante no incipiente Reino de Deus.; não discutem entre si- como ao invés farão os apóstolos ao redor de Cristo- sobre quem deles é o maio, mas cada um se alegra pelo outro. Não se preocupam nem mesmo em ver o fim; Simeão diz, antes, que agora o Senhor pode deixar que ele vá em paz, que desapareça. O que conta é que a obra de Deus vá avante, não importa se com eles ou sem eles.
 (Raniero Cantalamessa- O Mistério do Natal)



 Oração final
Senhor, como os pastores quero, também, oferecer-vos meus presentes, minhas virtudes. Concede-me neste Natal viver com mais intensidade a alegria do Teu nasciemnto.
Amém.

  9º DIA: Fé e Adoração dos Magos



"Vimos sua estrela no oriente e viemos com presentes adorar o Senhor" A luz de Belém brilha para todos os homens e o seu fulgor pode ser visto em toda a terra. Recém-nascido, Jesus "começou a comunicar a sua luz e as suas riquezas ao mundo, atraindo com a sua estrea homens" de terras tão distantes.
Os Magos, em quem se encontram representadas todas as raças e nações, chegaram ao fim da sua longa caminhada. São homens com sede de Deus, que deixam de lado a comodidade, os bens terrenos e as satisfaçoes pessoais par adorar a Deus- Menino. Deixam-se guirar por um sinal externo, por uma estrela que talvez brilhasse com um fulgor diferente, uma estrela "mais clara e mais brilhante que as outras, de tal modo, que atraia os olhos e o coração de todos os que a contemplavam"... "De tantos homens que contemplavam essa estrela, só estes Magos do oriente descobriram seu significado profundo. Só eles entenderam o que para os outros não seria senão um prodigio do firmemento. É possível que outros além deles tivessem recebedio a graça de compreender o significado da Estrela, mas não corresponderam!" Assim, neste ultimo dia da Novena do Natal, precisamos pensar nos sinais que Deus tem colocado em nossas vidas, nas estrelas que ele tem colocado para brilhar e nos mostrar o que Ele deseja de nós, e como estamos agindo diante do brilho dessa estrela. Temos correspondido ao apelo do Senhor? 
O Salvador nasceu por amor a nós! E nós, levantamo-nos de nossas comodidades para O adorar? Como os Magos temos a coragem empreender viagem para encontrá-lO? 
Os Magos oferataram ao Senhor aquilo que era próprio da realidade de vida de cada um e os, que Presentes daremos a Ele neste Natal? 

Oração
 Ó Menino Jesus que do vosso berço nos dais tão luminosos exemplos de humildade, guia-me para que como os Magos eu saiba evaziar-me de mim mesma para que Tu, e somente Tu possas fazer morada em meu coração. Sei que o meu coração não é mangedoura digna de acolher-Te, mas com Tua graça se tornará lugar aconchegante para repousares neste Natal. Amém!