quarta-feira, 29 de junho de 2011

Rumo aos 339 anos de existência.

No dia 02 de Julho de 2011 a nossa Congregação comemorará os seus 339 anos de existência, e convida a você para celebrar conosco este momento tão importante. Faça conosco o Tríduo,  pedindo ao Menino Jesus que derrame suas bençãos sobre a nossa Congregação, para que continue dando frutos na Igreja do Senhor.


Menino Jesus da fundadora
conservado na Casa Geral em Roma
As Irmãs Oblatas do 
Menino Jesus, chamadas 
há 339 anos a servir e
 contemplar com alegria 
e humildade o Pequenino 
de Belém, agradecem a Deus e imploram Bençãos.

Tríduo em preparação ao aniversário da Congregação.

1º DIA DO TRÍDUO:


a)  Quem somos nós. Quem é a  Irmã Oblata do Menino Jesus

• Carisma: Existência Carismática: O Espírito Santo ao mover uma pessoa para fundar uma Congregação suscita nela um CARISMA. “A missão da Vida Religiosa não é atividade profissional, mas o SER CARISMÁTICO” (Arnaldo Pinha).

A maioria dos CARISMAS FUNDACIONAIS surgiram em RESPOSTA a situações de pecado e de opressão. Com a Madre Ana não foi diferente:

“Madre Ana Moroni nasceu em Roma/Itália no dia 6 de março de 1613, num período de forte crise em todos os setores da sociedade, especialmente, no campo da fé e da moral. As mulheres eram as principais vítimas, não tinham direito à educação, eram desvalorizadas e desfrutadas na família, na sociedade e no trabalho...”

Carisma da Congregação: Contemplação do Mistério da Encarnação: “O Verbo se fez carne e armou Sua tenda entre nós” (Jo 1,14). Cada Irmã é chamada a viver a espiritualidade de Belém, alcançando a semelhança com o Verbo encarnado.

Missão e Espiritualidade: A Missão nasce (brota) do Carisma. É o Carisma que dá a IDENTIDADE a quem se consagra numa determinada Família Religiosa. A Espiritualidade é a própria vida religiosa. É o seguimento de Cristo vivido de forma carismática. A Espiritualidade portanto consiste no "cultivo do Espírito". Pode-se considerar a espiritualidade como a "dimensão fundamental do homem e do Consagrado(a)". (cf Pinha)

A presença de Deus na história e a sua providência em favor da salvação dos homens fizeram nascer no seio da Igreja os pequenos e os humildes de coração como seus instrumentos: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos, sim, ó Pai, porque assim foi do seu agrado" (Mt 11,25-26) O Espírito Santo foi, então, modelando aos poucos a alma da nossa Madre Ana e introduzindo-a no MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS DE BELÉM AO CALVÁRIO E DO CALVÁRIO À EUCARISTIA onde, em profunda adoração, encontrava com o seu Pequenino que por nós morreu na cruz (Jo 4,15).

Adorando e contemplando a humilhação na qual o Verbo de Deus se sujeitou (Fl 2,5-11), Madre Ana procurou curar as feridas do pecado com a medicina da verdadeira humildade, do abandono, do escondimento, da simplicidade e da alegria.

Toda a sua vida foi um peregrinar constante na FÉ e na confiança total em Jesus, seu único Bem, o qual preparava o seu caminho, associando-a à sua Paixão, ensinando-a, desde pequena, a destacar-se de tudo e de todos por meio de sofrimentos físico, moral e através de uma radical morte de si mesma, assim Madre Ana deixou-se consumar pelo sofrimento para pagar com amor o Amor de Deus.

Madre Ana como autêntica “discípula missionária” do Verbo encarnado, movida por um ardente ZELO APOSTÓLICO, no início do seu caminho espiritual até a sua morte, acolheu como uma MÃE, na sua casa, jovens marginalizadas e conduziu-as a uma autêntica vida cristã, de seguimento do Cristo, através da catequese e da educação.


ORAÇÃO:
Abençoai-me, Menino Jesus e rogai por mim sem cessar.
Afastai de mim, hoje e sempre o pecado.
Se tropeço, estende vossa mão até mim.
Se cem vezes caio, cem vezes levantai-me.
Se me deixares Menino Jesus, que será de mim?
Nos perigos do mundo assiti-me.
Quero viver e morrer sob vosso manto.
Quero que minha vida te faça sorrir.
Olhai-me com compaixão, não me deixes Jesus meu.
Recebei-me e levai-me junto a Vós.
Vossa benção me acompanhe hoje e sempre.
Amém!
( Oração retirada do site: http://www.oracoes.info/MeninoJesus07.html)

Tríduo em preparação ao aniversário da Congregação.

2º DIA DO TRÍDUO: Infância Espiritual

Jesus promete estar sempre ao nosso lado, se formos sempre como uma pequena criança
(Mateus 18,3)

Jesus nos conhece perfeitamente e sabe que as nossas relações humanas estão, muitas vezes, viciadas, ao ponto de, até dependermos emocionalmente das pessoas. Ele quer nos libertar disso, pois a nossa felicidade está somente em sermos totalmente de Deus. Por isso, Jesus está nos alertando que devemos ser como as crianças, despreocupadas e desapegadas em relação às pessoas. Se observarmos uma criança brincando, ela não quer saber de nada, nem de ninguém a não ser de brincar. “A criança não se preocupa com o passado nem com o futuro, mas aproveita o momento presente”(D. 333). Elas nos ensinam concretamente a viver a Palavra do Evangelho: “A cada dia basta suas preocupações”.

A criança tem consciência de sua fraqueza e a esse respeito nos dá uma grande lição. Ela nos lembra a condição indispensável a toda santidade: o conhecimento de nossa fragilidade e de nossa incapacidade para o bem. A infância espiritual "exclui todo sentimento de soberba, a presunção de atingir por meios humanos um fim sobrenatural e a veleidade enganadora da auto-suficiência no momento do perigo e da tentação. Por outro lado, ela pressupõe uma fé viva na existência de Deus, uma homenagem prática ao seu poder e à sua misericórdia, um abandono confiante na Providência d´Aquele que nos concede a graça de evitar o mal e fazer o bem". As qualidades desta infância espiritual são, portanto, admiráveis, sejam elas consideradas de um ponto de vista negativa ou positivo. Compreende-se, por isso, que Nosso Senhor Jesus Cristo a tenha indicado como condição necessária para adquirir a vida eterna. "Em verdade", eu vos digo: se não vos converterdes e não voltardes a ser como as criancinhas, não entrareis no reino dos céus (Mt 18, 3).

Mas para melhor estabelecer que a preeminência no reino dos céus será o privilégio da infância espiritual, o Senhor continua nestes termos: "Quem se fizer pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus". Em outra ocasião, quando várias mães apresentavam-Lhe seus filhos para que Ele os abençoasse, e os discípulos os queriam afastar, Jesus indignou-se e disse: "Deixai vir a Mim as criancinhas; não as afasteis, pois a elas pertence o reino dos céus." E concluiu: "Em verdade, em verdade, eu vos digo: quem não receber o reino dos céus como uma criancinha, não entrará nele" (Mc 10, 15).

É preciso observar a força desta linguagem divina. Não basta ao Filho de Deus afirmar de maneira positiva que o reino dos céus pertence às crianças, ou que aquele que se tornar semelhante a uma criancinha será o maior no reino dos céus; Ele ensina, além disso, e de maneira explícita, a exclusão deste reino de todos aqueles que não se assemelharem às criancinhas

Mas não são as palavras do Divino Mestre: "Se não vos converterdes e não vos tornardes como as criancinhas", indicadoras da necessidade absoluta de uma mudança e de um esforço neste sentido? "Se não vos converterdes": eis aqui indicada a mudança que deverão operar os discípulos de Cristo para "tornarem a ser crianças". E quem deve "tornar a ser criança", senão aquele que não o é mais? "E se não vos tornardes como as criancinhas": eis agora a indicação do esforço a realizar, pois entende-se que deve haver um verdadeiro trabalho por parte do homem maduro para voltar a ser o que já não é mais há muito tempo. As palavras de Jesus: "Se não vos tornardes como criancinhas" implicam, portanto, na obrigação de trabalhar para a reconquista dos dons da infância”.

Jesus ilustra assim de modo expressivo a doutrina essencial da filiação divina: Deus é nosso Pai e nós somos seus filhos; o nosso comportamento resume-se em sabermos tornar realidade o relacionamento de um bom filho com um bom pai. É fomentarmos o sentido de dependência para com o Pai do Céu e o abandono confiante na sua providência amorosa, à semelhança de um menino que confia no seu pai; é a humildade de reconhecermos que, por nós, não podemos nada; é a simplicidade e a sinceridade que nos hão de levar a mostrar-nos tal como somos.

Tornarmo-nos interiormente crianças, sendo pessoas maduras, pode ser uma tarefa difícil: exige energia e firmeza de vontade, bem como um grande abandono em Deus. “A infância espiritual não é idiotice espiritual nem moleza piegas; é caminho sensato e rijo que, por sua difícil facilidade, a alma tem que empreender e prosseguir levada pela mão de Deus”

Decidido a viver a infância espiritual, o cristão pratica com maior facilidade a caridade, porque “a criança não guarda rancor, nem conhece a fraude, nem se atreve a enganar. Tal como a criança pequena, o cristão não se irrita ao ser insultado [...], não se vinga quando maltratado. E mais ainda: o Senhor exige-lhe que reze pelos seus inimigos, que deixe a túnica e o manto a quem lhos arrebate, que apresente a outra face a quem o esbofeteie (cfr. Mt 5, 40)”. A criança esquece com facilidade as ofensas e não as contabiliza. A criança não tem penas.

“A criança do Evangelho espera tudo de Deus, literalmente tudo. A dimensão “infantil” (não significa infantilismo) da nossa fé, equivale a que não nos apoiemos nos cálculos normais, humanos, mas sim que esperemos algo que uma criança qualificaria de surpresa, de esperar um milagre. Na medida em que sejas uma criança, gozarás também de um espírito jovem.” Pe. Tadeusz Dajazer. Meditações sobre a fé, pág. 77

A SIMPLICIDADE é uma das principais manifestações da infância espiritual. É o resultado de termos ficado desarmados diante de Deus, como a criança diante de seu pai, de quem depende e em quem confia. Diante de Deus, não tem sentido disfarçarmos os defeitos ou camuflarmos os erros que tenhamos cometido; e devemos também ser simples ao abrirmos a nossa alma na direção espiritual pessoal, manifestando o que temos de bom, de menos bom ou de duvidoso na nossa vida.

“É necessário este caminho para a humildade, para a infância espiritual: é preciso superar a atitude de arrogância que faz dizer: neste meu tempo do século XXI eu sei mais do que pudessem saber aqueles de então. Contudo, é necessário confiar unicamente na Sagrada Escritura, na Palavra do Senhor, apresentar-se com humildade ao horizonte da fé, para entrar assim na enorme vastidão do mundo universal, do mundo de Deus. É desde modo que cresce a nossa alma, que aumenta a sensibilidade do coração a Deus”. (Papa Bento XVI)

Tríduo em preparação ao aniversário da Congregação.


Menino Jesus da Casa de Formação - DF
 3º Dia do Tríduo 
Maternidade Espiritual das Irmãs Oblatasdo Menino Jesus


“A Madre Ana Moroni continuamente aprendia a humildade na veneração e contemplação do Pequenino de Belém, seu Senhor, e dele desejava ardentemente ser e permanecer a “Nutriz”, à imitação de Maria Santísima” (Const. Art. 2 nº 2).
Conduzida pelo Espírito Santo a viver e a conformar-se com o Mistério da Encarnação, manifestou o desejo de ser a nutriz espiritual do Menino Jesus, isto é, de rezar e trabalhar para que o Menino Jesus pudesse nascer e crescer nos corações dos homens, especialmente, dos mais indefesos, indicando-lhes as razões da sua Esperança (I Pt 3,15-18). Seu ardor Apostólico a fez verdadeira e autêntica "discípula missionária" do Verbo Encarnado – a sua “Nutriz” espiritual.
Foi no dia 02 de julho de 1672 que, em Roma, Ana Moroni e doze moças se consagraram a Cristo, com o propósito de O seguir e de O servir nos "pequeninos", de maneira especial mediante a catequese e a educação da juventude. A Congregação celebrando o seu 339º aniversário de fundação quer com renovado ardor missionário realizar ‘grandes coisas’ no meio dos ‘pequeninos’ e dos simples, unindo a fé e a vida, e atraindo muitas almas para Cristo. “A única finalidade das vossas fadigas seja sempre a glória de Deus e a salvação das almas” (Ana Moroni)
A Madre Ana viveu destacada das coisas deste mundo. Tinha um coração sempre fixo em Deus. Foi profundamente humilde e obediente aos seus diretores espirituais. Viveu uma pureza angélica. Foi uma mulher de mortificação, de penitência, de jejum e de incessante oração. A sua CARIDADE para com os pobres levou-a a trabalhar e a doar tudo o que possuía para suprir as necessidades dos irmãos.
A nossa espiritualidade, caracterizada pela contemplação do Menino Jesus em Belém, leva-nos a cuidar das pessoas, com o mesmo amor com que a Virgem Maria cuidou do seu Filho recém-nascido e evolveu-O em faixas e o colocou na manjedoura (cf. Lc 2, 7). A adoração do Menino Jesus motiva-nos a tornar-nos cada vez mais “mansas e humildes de coração, imitando a sua submissão e laboriosidade no seio da Sagrada Família”.
O ardente amor ao Menino Jesus deve inspirar cada instante de nossas vidas, assim como toda e qualquer ação evangelizadora no meio dos jovens.
A Irmã Oblata do Menino Jesus é chamada a unir “contemplação e a ação” como uma única vocação, porque somente da união de ambas é que brota aquela maternidade espiritual autêntica que deve orientar a ação caritativa e pedagógica para a qual nos consagramos. É a oração que dá fecundidade ao apostolado.
Fiéis ao nosso Carisma, queremos enfrentar os novos desafios da educação e da evangelização, privilegiando, segundo a especificidade da nossa missão, A CATEQUESE E A PASTORAL JUVENIL.
Consagrar-se à educação da infância e da juventude constitui uma prioridade apostólica a que a Igreja jamais renunciou e nunca renunciará. É neste complicado âmbito pastoral que se manifesta um aspecto essencial do mandato de Cristo aos Apóstolos: "Ide, pois, e ensinai todas as nações..." (Mt 28, 20).
“Com a Conferência de Aparecida podemos afirmar que, sem o impulso da CATEQUESE em todas as instâncias da ação evangelizadora, não há como formar os discípulos missionários que o mundo de hoje precisa” (Texto Base).
Desejamos ardentemente que, ao celebrar mais um aniversário da Congregação seja uma ocasião para louvar mais solenemente o Senhor e agradecê-Lo pelo grande dom da vida religiosa e de todas as maravilhas que realizou em nós; para repensar e renovar a oferta da nossa vida a este Deus feito Menino, a fim de que Ele possa ser sempre mais o centro da nossa vida, nosso verdadeiro e único Bem; para ter uma mais viva consciência da nossa insubstituível missão na Igreja e no mundo: a vida consagrada «imita mais de perto, e pérpetuamente representa na Igreja a forma de vida que Jesus, supremo consagrado e missionário do Pai para o seu Reino, abraçou e propôs aos discípulos que O seguiam”. (VC n.22).
Oração:
"Caríssimas Religiosas, o amor ardente ao Menino Jesus inspire cada um dos instantes da vossa vida, assim como o exercício do vosso apostolado no meio dos jovens. Oxalá sintais a contemplação e a acção como uma única vocação, porque somente da união de ambas é que brota aquela maternidade espiritual autêntica que deve orientar a acção caritativa e pedagógica para a qual vos consagrastes.
Sustente-vos uma intensa e confiante devoção a Maria Santíssima, assim como ao seu esposo São José, aos quais o Pai celestial confiou o cuidado do seu Filho unigénito que se fez homem. É com afecto que vos renovo a expressão da minha estima e do meu reconhecimento, enquanto rezo por cada uma de vós e por todo o vosso Instituto que, nas suas múltiplas actividades e nas suas suas perspectivas futuras, pretende viver, juntamente com os colaboradores leigos, o testamento da Madre fundadora: "a união e a concórdia".
Deus vos ajude a conservar e incrementar esta herança preciosa, para o bem de todos. Com estes bons votos, abençoo-vos a todos do íntimo do meu coração."
(Papa João Paulo II, por ocasião dos 330 anos de fundação)







terça-feira, 7 de junho de 2011

Pentecostes

Invocação ao Espírito Santo

Vinde Espírito Santo, mandai do céu um raio de Vossa luz.
Vinde Pai dos pobres, doador das graças, luz dos corações.
Consolador supremo, doce hóspede da alma e suave refrigério.
Na fadiga repouso, no calor brandura, no pranto conforto.
Ó luz abençoada, enchei o íntimo dos nossos corações.
Sem o Vosso auxílio nada há no homem que seja inocente.
Lavai o que em nós está sujo, regai o que está seco, curai as nossas feridas.
Dobrai o que em nós está rijo, aquecei o que está frio, endireitai o que está torto.
Dai a todos os fiéis que em Vós confiam, os Vossos sete dons.
Dai-lhes a virtude, dai-lhes a salvação, com alegria eterna.
Amém.